quarta-feira, 6 de agosto de 2008

show me how you do that trick

Quando se chega à minha idade (falou a velha do 71) algumas coisas já começam a passar pela cabeça.
Só tenho 24 e às vezes sinto como se tivesse 30 e meu tempo estivesse acabando, como se a hora fosse agora de resolver minha vida.
Eu quero tudo tanto pra ontem pensando no amanhã, que o hoje está ficando pra trás. Quero controlar o mundo, minha casa, meus cachorros.
É difícil tomar decisões, o problema maior é quando eu não preciso tomá-las.
Difícil também é admitir que só penso que o erro foi meu em ter precipitado tudo, mesmo que todos digam que isso não tem nada a ver.
Ontem, escutando Just Like Heaven do The Cure, deu uma vontade de chorar, de colocar pra fora tudo que estava preso no meu peito e no meu estômago... depois parece que a vontade passou... mas ela estava apenas incubada.
Então, a noite, quando estava assinstindo a um filme na TNT (daqueles teen água com açúcar)... por um momento consegui chorar, lágrimas um pouco tímidas, vergonhosas e discretas. Não limparam minha alma.
Hoje fiquei aqui, escutando Just Like Heaven algumas vezes, esperando que a agonia passase, que o sentimento de que está tudo errado acabasse e por fim nada disso aconteceu.
Tomei medidas desastrosas e extremas para aniquilar tudo isso. Seja lá quem inventou a tecla delete, que ele seja sempre abençoado, mesmo que eu possa ser amaldiçoada pelo mal uso dela.

Meu atual mantra:
" 'Tanto faz' não satisfaz o que preciso Além do mais quem busca nunca é indeciso "


Buscar sim, mas sem deixar que me façam mal novamente, que me iludam, que me deixem de lado.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Histórias da vida real ou inspiração em filmes teen americanos

Numa segunda-feira, após algumas semanas de flertes intermináveis, Joselito e Josefina decidem ir ao cinema (foi ele quem convidou, depois de ela tomar a iniciativa).
Parecia que ia ser uma noite inesquecível, nada como o escurinho do cinema para esconder os medos, a timidez e dar início a um romance.
Seria perfeito...
Passaram o dia escolhendo o filme e decidindo o horário. Ela estava ansiosa, animada e até, por que não, esperançosa.
Quando deu o horário combinado Joselito foi buscá-la, durante todo o caminho até o shopping conversaram muito... sobre temas variados e principalmente sobre a faculdade (os dois faziam o mesmo curso).
Chegando ao cinema, demonstrando cavalheirismo no primeiro encontro, ele pagou o cinema e escolheram a sala.
A ansiedade foi aumentando...
Mais conversa antes do filme começar. E finalmente as luzes se apagaram, o filme começou e...
NADA.
E ela se perguntando o tempo todo... E o "pode deixar que eu te agarro". Onde foi parar???
Até que Josefina tomou uma atitude e segurou na mão dele. Ficaram com as mãos entrelaçadas por uns 10 minutos e ele ainda sem iniciativa.
Ela desistiu, soltou da mão dele delicadamente e fingiu que aquilo nunca tinha acontecido.
O filme acabou, eles se dirigiram ao guichê do estacionamento e ela ainda se questionava o porque de não ter acontecido nada... E daí desistiu de se questionar tanto.
Tentou esquecer tudo que ele havia falado naquela tarde... todas as promessas.
Entrou no carro e voltaram pra casa como se fossem amigos de infância, como se fossem irmãos.
Como se todo aquele tempo de espera não passasse de um sonho...
E ela acordou... rindo de tudo.





Advirto: todo conto de fadas tem seu reflexo na vida real e vice-versa.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Insensível você diz...

Andei conversando com a Jennifer (que não é a Love Hewitt) sobre ser insensível, sobre a minha (e a dela) preguiça das pessoas.
Minha preguiça não é presunção, não é arrogância. É apenas algo incontrolável.
Preguiça!
Saca?
Eu queria poder ver uma pessoa chorando e ir lá e abraçá-la, ser solidária à dor, à perda, até ao ganho.
Mas não sou assim há algum tempo, algo me deixou mais dura, mais (ir) racional. É... racional.
Não "fria" em relação à todos, mas com pessoas que não fazem parte de meu seleto e inquestionável pequeno círculo de melhores amigos (as).
Perdi a paciência com algumas pessoas especificamente, já não aturo mais pose de coitadinha. Se quer chorar, fala logo o que tá acontecendo e eu darei uma solução rápida, prática. Agora se não deseja esse tipo de atitude minha, procure um banheiro e deixe escorrer tudo de uma vez.
É horrível ser assim, às vezes.
Na maioria das vezes que fui racional, isso me poupou de ouvir um dramalhão mexicano.
E olha que adoro um.


Prefiro ganhar um colinho, do que oferecer.

Sou assim!
E não mudo e nem quero mudar.

domingo, 9 de março de 2008

Homens são pedras idiotas que topamos pelo caminho

Definição perfeita para um "Dia Internacional da Mulher"...
Ok... já passa da meia noite... mas se não dormi, continuo no dia 8.

Não sei como explicar o quanto estou brava com a atitude dele ontem.
É não bastou quase estragar meu Carnaval, teve que fazer ceninha pra quase estragar minha noite.
QUASE!
Eu me odeio por odiá-lo tanto gostando dele.
Estou sempre achando que tudo isso vai mudar, que isso vai dar certo.
E estou sempre voltando atrás em minha decisão.
Hoje eu decido se isso deve ou não ser mudado.
Tenho até medo de dizer que acabou... porque depois eu volto atrás.
Mas isso tem que acabar, tenho que colocar um fim, tenho aprender que se ele não gosta de mim, eu também não devo gostar dele.
Que tipo de pessoa auto-destrutiva sou eu que passa o sábado pensando nisso?
Agora não sei se eu o odeio mais do que a mim.
Só sei que serão dias longos, até eu me acostumar que eu posso conseguir algo melhor que isso.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Crescer ...

Agora, no MSN, batendo um papinho com a Carol... comecei a pensar em todos os "homens" que passaram pela minha vida.
Alguns mais moleques do que homens.
Nunca fiz lista, talvez por pura preguiça, apesar de que lembro de 90% deles, e posso dizer que foram muitos "eles".
Até o primeiro namorado, com 17 anos, eu era uma santa, daquelas que não ficava com ninguém por medo de ficar falada.
Não bebia (muito) e só fumava (pouco).
Dramas e muitas traições depois, veio o casinho inter-relacionamento, que me fez conhecer o lado bom de curtir a vida, sair, dançar e beijar na boca.
Nada de compromisso.
Então apareceu uma nova pessoa... e que NOVA pessoa. Esse me mostrou que namorar e sair pra balada não precisava vir separado.
E foram 8 meses assim... vivendo de alegria e sem ciúmes. Apenas cumplicidade e carinho, que aliás temos até hoje, sem falar nos amigos que ele me proporcionou.
Foi depois dele que eu realmente CRESCI e me conheci.
Hoje eu vivo assim... como uma borboleta, livre.
Depois que saí do meu casulo e ganhei minhas cores, aprendi que ninguém pode me completar, se eu não estiver completa, se não estiver feliz comigo mesma.
Eu estou sempre querendo coisas novas e tentando aos poucos deletar o passado.
Ok! Talvez não deletar, mas guardar numa caixa no porão, naquele canto bem escuro e deixá-la lá, bem escondida e esquecida.
Por melhor que o passado seja, ele nunca será melhor que o presente ou o futuro... porque é muito mais gostoso aprender, do que viver na mesmice, viver daquilo que já sabemos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Perguntas difíceis, Respostas Impossíveis

Porque as pessoas insistem em perguntar o que nunca sabemos responder?
Perguntar soluções de problemas sem resolução...
1 - "Bia porque você não troca de emprego?"
2 - "Bia você não pensa em namorar?"

Respostas simples, curtas e grossas respondidas com outra pergunta:
1- Se fosse tão fácil arranjar outro emprego, não acha que eu já tinha saido daqui faz tempo?
2- Namorar quem? Pra namorar qualquer um que eu não goste, prefiro ficar sozinha mesmo.


Esse lance de namorar é com certeza o pior...
Não basta química... sempre falta o algo mais...
O bom papo, a palhacisse (adoro homem com bom humor e piadas inteligentes)
Difícil é encontrar as três características e não ter um defeito muito maior que quebra o encanto.
Ou é gay, ou um cachorro ou pior ainda... já foi descoberto por outra antes.

Não é que eu não queira namorar, até quero,pesar de gostar muito de ser LIVRE.
Mas tem que ser alguém que consiga realmente me preencher e fazer com que eu perca a razão, noção do dia e a noite, do inverno e verão.

Não quero alguém só pra andar de mãos dadas e dizer "Ah! Esse é o meu namorado." Quero alguém pra isso e muito mais...

Ahh sei lá... essas perguntas sempre me irritam.

Daqui uns 10 anos eu vou dar risada...

Pelo menos com o Carnaval o furacão foi embora.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"O Hoje do Amanhã"

Em 01/02/2008
É incrível que, justamente, quando achamos que tudo está certo, encaixado e seguro, alguém vem, nos passa uma rasteira e sem sabermos o porque nos enchemos de questionamentos intrigantes.
Sem, é claro, mencionar os questionamentos da sociedade...
Se sim, porque sim?Se não, porque não?
Em algum momento EU poderei ser dona de mim e escolher sozinha? Poderei chorar em qualquer lugar de felicidade ou da injutisça masculina?
É estranho, não, desculpe, mas é absurdo, pensar que alguns meses atrás tudo estava bem e em menos de dez dias o mundo desabou, o carinho virou cinzas que voaram com o vento.
Se há algo que realmente quero hoje é me trancar e jogar a chave fora.
Ok! Eu faria isso, em outros tempos.
Mas hoje, justamente hoje, não.
É carnaval e o bloco da vida nova me espera.
E quem disse que eu vou ficar pra trás?
Eu é que vou guiá-lo.
Na quarta-feira de cinzas espero ter esquecido de hoje e só lembrar da avenida da alegria.